quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E o rumo?



     Estou sem rumo e tenho medo de poder vir a ter rumo! Pensar que irei ter a minha vida tão a prumo, num futuro de actividade, activo como quem vive só para o trabalho e de quem não tem tempo para o retalho dos bons momentos, dos leves e doces melancólicos estados, com poucos tormentos, paz advinda de uma arte fulcrada pela música artificada ou pelo simples pensamento com manha reflexionada. Procuro pelos prazeres da vida. Uns, já estiveram na minha posse outros, talvez, nunca os tenha tido, assim como outros outros, nunca os tive com toda a certeza, ainda que me mantenha erguido com firmeza. Como rasgo as mãos de mágoas, insignificâncias, tristezas férteis de agonia, impotência mistificada pela incompreensão congénita, sussurrar de pensamento automáticos que se tornam em taquipsiquia, impulsos depravados de não sei ao certo o quê, luzes que a mente quer alcançar  (mas não vê pois não posso porque me sinto cego perante a claridade), ondas de marés que veem sempre carregadas de incerteza interna e cutânea, romarias ocasionais sem que haja um ritmo com clareza, tenho as pazes feitas com o diabo mas não com muitas outras coisas ou comigo mesmo - estou tramado!

Coimbra - 21:24h - 14 de Dezembro de 2011
O Louco de Hoje

1 comentário:

  1. Olá, amigo poeta! Tem um presente de Natal para você no Távola de Estrelas!Desejamos a você votos dum Natal muito Feliz e de um Ano Novo Maravilhoso!

    abraços,

    JouElam & Dani

    Távola de Estrelas: http://jorgemanueledanieledallavecchia.blogspot.com/2011/12/um-selinho-pra-voce.html

    ResponderEliminar